quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ciência e Fé: Pode a vida ser produzida em laboratório?

Por Ezequiel Netto
Se todo ser vivo é gerado de um ser precedente, igual a ele, como surgiu o primeiro ser? Essa pergunta vinha incomodando a humanidade até que, por volta dos anos 30, o russo Aleksandr Oparin desenvolveu uma teoria para desvendar o mistério. Segundo ele, a vida surgiu há cerca de 3,5 bilhões de anos, originando-se a partir da combinação de elementos químicos presentes na Terra primitiva. Oparin publicou sua tese num livro, A Origem da Vida, mesmo não tendo elementos que a comprovassem.
Em 1953, a revista científica Science publicou uma notícia bombástica: os pesquisadores Stanley Miller e Harold Urey haviam finalmente conseguido reproduzir a origem da vida em laboratório, confirmando a teoria de Oparin! Partindo da hipótese de que as condições na Terra primitiva favoreciam a ocorrência de reações químicas que transformavam compostos inorgânicos em compostos orgânicos precursores da vida, Miller e Urey realizaram o seguinte experimento:
Em um recipiente projetado para ser uma versão artificial da (suposta) atmosfera terrestre primitiva, inseriram os principais gases atmosféricos como gás carbônico, oxigênio e metano, além de vapor d’água. Por meio de descargas elétricas e ciclos de aquecimento e condensação de água, obtiveram, após algum tempo, moléculas dos aminoácidos glicina e alanina. Como esses aminoácidos entram na composição de proteínas, que, por sua vez, são essenciais à vida, eles concluíram que as condições primitivas da Terra teriam permitido a formação de moléculas orgânicas através de reações químicas na atmosfera e, consequentemente, o aparecimento de vida.
Miller foi muito criticado por alguns cientistas, pois anunciou ter descoberto a origem da vida depois de ter produzido apenas dois aminoácidos em seu laboratório, sendo que a vida, em sua forma mais elementar, requer um mínimo de 20 tipos diferentes. Em tempos mais recentes, porém, outros cientistas repetiram o mesmo experimento e conseguiram obter 22 aminoácidos. Embora até hoje não exista processo conhecido que tenha convertido esses aminoácidos em uma forma de vida, os evolucionistas afirmam que esse experimento é prova de que a vida originou-se a partir de produtos químicos inorgânicos. É essa também a base usada nas escolas para ensinar a teoria evolucionista da origem da vida.
O que os cientistas não falam
Entretanto, algumas informações importantíssimas vêm sendo omitidas pela Ciência ao longo de todos esses anos. Uma delas é que não se conseguiu gerar um único ser vivo no laboratório – apenas aminoácidos. Aqui, cito o Dr. Charles McCombs, Ph.D. em Química Orgânica:
Aminoácidos podem ser os tijolos das proteínas, e proteínas são necessárias para a vida, mas isso não significa que aminoácidos são os tijolos da vida. Eu poderia ir a uma loja de autopeças e comprar todas as peças para construir um carro, mas isso não iria me fornecer um veículo motorizado em funcionamento. Assim como deve haver um mecânico para fazer um veículo motorizado a partir daquelas autopeças, deve haver um montador para fazer os aminoácidos se tornarem proteínas e, assim, possibilitar a vida em nossos organismos.
Outra questão importante tem a ver com a arquitetura química dos aminoácidos.
As moléculas dos aminoácidos são formadas por vários átomos que se encaixam, dando origem a uma estrutura em três dimensões. Essas moléculas, quando submetidas à luz polarizada (de um aparelho chamado polarímetro), podem desviar um feixe de luz para a direita (molécula dextrógira) ou para a esquerda (molécula levógira). Na Química, esse fenômeno recebe o nome de quiralidade. Dessa forma, duas moléculas (chamadas enantiômeros) podem ser idênticas e simétricas entre si, com a única diferença de que uma é dextrógira e outra, levógira. São como uma imagem no espelho uma da outra, exatamente como nossas mãos direita e esquerda. Uma mistura equilibrada dos dois tipos de molécula (chamada mistura racêmica) não desviaria a luz, pois uma anularia o efeito da outra.
Um dos primeiros pesquisadores a observar esse fenômeno foi Louis Pasteur, ao estudar as propriedades óticas de substâncias isoladas do tártaro que se depositava nos barris de vinho durante o processo de envelhecimento. Ele isolou o ácido tartárico (que desviava a luz polarizada para a direita) e o ácido paratartárico, que desviava a luz polarizada para a esquerda. Essa observação deu origem à estereoquímica, que é a parte da Química Orgânica que estuda as moléculas em três dimensões.
Em uma experiência na qual os aminoácidos são formados ao acaso, comprovadamente o resultado obtido seria uma mistura racêmica, com mais ou menos 50% na forma L (levógira) e 50% na forma D (dextrógira). É como jogar uma moeda para o alto – temos 50% de chance de obter cara e 50% de obter coroa. Esse seria o resultado esperado se a vida realmente houvesse surgido a partir de fenômenos casuais semelhantes ao da experiência de Miller citada anteriormente.
Novamente, recorro ao Dr. Charles McCombs para explicar a deficiência da experiência de Miller e de todas as tentativas subsequentes de provar como a vida poderia ter surgido espontaneamente:
Embora Miller e Urey tenham formado aminoácidos em seus experimentos, todos os aminoácidos que se formaram tinham carência de quiralidade. É um fato da Química aceito universalmente que a quiralidade não pode ser criada em moléculas químicas por um processo aleatório. [...] O fato de aqueles aminoácidos perderem quiralidade não é só um problema a ser debatido, mas também aponta para um insucesso catastrófico na tentativa de provar que “vida” surgiu de produtos químicos por processos naturais.
Impossível ter acontecido por acaso
No artigo O Fenômeno da Quiralidade – Bases de Estereoquímica, Ana Paula Paiva observa que, no ser humano, existem 22 tipos de aminoácidos que constituem as proteínas e as enzimas. Apenas um dos aminoácidos (glicina) não é quiral; todos os demais 21 o são. Dos 21 aminoácidos quirais, 20 têm a mesma configuração levógira (esquerda), enquanto só a cisteína (o único aminoácido contendo enxofre) tem a configuração inversa.
O que teria determinado toda essa preferência quiral? Por que, em nosso organismo, encontramos basicamente aminoácidos levógiros? O que aconteceu para que os dextrógiros não fossem formados? Quem interferiu nos resultados dessa experiência?
O mesmo artigo formula a pergunta da seguinte maneira: “Existirá quiralidade nos compostos químicos constituintes dos seres vivos terrestres por acaso? Ou a quiralidade será antes uma predestinação nascida nos confins do Universo?”
O cientista brasileiro, Dr. Marcos N. Eberlin, chama essa característica de “assinatura química”, uma autenticação de Deus em sua obra criada:
A vida, quando observada `mais de longe´, superficialmente, já se mostra extremamente bela, complexa, simétrica, sincronizada, uma obra de arte, um esplendor absoluto. [...] Como químico, estudo a arquitetura da matéria, como foram formados os átomos, as moléculas, quais são as leis que regem o mundo atômico e molecular e suas transformações. Percebo, então, em uma dimensão atômica e molecular, como Deus é realmente um Ser de suprema inteligência e elegância, o Arquiteto, o Artista sem-par. Nessa dimensão, percebo uma riqueza extraordinária de detalhes, uma arquitetura constituída das mais diferentes formas geométricas, lindas, harmônicas, periódicas, perfeitas. [...] As proteínas, outro espetáculo, uma arquitetura química tridimensional e com pontos de encaixe engenhosamente posicionados que confere a essas moléculas propriedades diversas, uma eficiência extraordinária como aceleradores de reações jamais igualada por qualquer outra espécie química. Beleza, simetria, design, engenhosidade, sincronismo, ordem, linguagem e periodicidade, quantização, tridimensionalidade – são assinaturas inquestionáveis de um Deus em tudo absolutamente espetacular!
Os estudos de Estereoquímica ganharam importância nos anos 60, a partir do fenômeno talidomida. A talidomida é um sedativo leve e pode ser utilizado no tratamento de náuseas, muito comum no período inicial da gravidez. Quando foi lançado, era considerado seguro para o uso de grávidas, sendo administrado como uma mistura racêmica, ou seja, uma mistura composta pelos seus dois enantiômeros, em partes iguais. Entretanto, uma coisa que não se sabia na época é que o enantiômero L levava à má-formação congênita, afetando principalmente o desenvolvimento normal dos braços e pernas do bebê. O uso indiscriminado desse fármaco levou ao nascimento de milhares de pessoas com gravíssimos defeitos físicos. Um outro exemplo da quiralidade é o adoçante aspartame, no qual o isômero L é doce e o D é amargo.
A observação da quiralidade é muito importante, pois, para agir no organismo, uma substância precisa ligar-se a um receptor específico na membrana celular ou interagir com uma enzima, que é uma proteína de alto nível organizacional. Uma molécula com a quiralidade invertida simplesmente não se encaixaria corretamente no receptor, não cumprindo seu propósito ou provocando uma reação totalmente indesejável como no caso da talidomida citada acima.
Outro problema para os evolucionistas é o DNA. A molécula de DNA é feita de bilhões de moléculas químicas complexas denominadas nucleotídeos, e essas moléculas de nucleotídeo existem como isômeros ópticos “D” ou dextrógiros. Os isômeros “L” de nucleotídeos podem ser preparados em laboratório, mas não existem no DNA natural. Não há meios pelos quais um processo aleatório pudesse ter formado essas proteínas e o DNA com sua quiralidade singular.
Quando moléculas de nucleotídeos vêm juntas para formar a estrutura do DNA, elas desenvolvem uma espiral que forma a estrutura de dupla hélice do DNA. O DNA desenvolve uma espiral na cadeia, porque cada componente contém quiralidade. Se uma molécula na estrutura do DNA tivesse quiralidade imprópria, o DNA não existiria na forma de dupla hélice e não exerceria corretamente sua função.
Alguma coisa mágica aconteceu nesse processo de criar isômeros de apenas um tipo. Seria algo parecido com jogar uma moeda pra cima por milhões de vezes e só tirarmos coroa – e nenhuma vez cara! Não temos como fugir: alguém estava no controle de todo esse processo. Sabe quem? Deus!
Alguns cientistas, professores e jornalistas atuais tentam isolar Deus no campo da religião, deixando a Ciência totalmente isenta de conceitos relacionados com a divindade. Esse argumento é bastante usado para se impedir o ensino da teoria criacionista nas escolas paralelamente com a teoria de evolução das espécies. Depois de tudo o que foi exposto acima, é difícil acreditar que a quiralidade típica dos compostos químicos constituintes dos seres vivos se tenha desenvolvido por acaso. Assim, como se poderá justificar esse fenômeno insólito? Como podemos separar Deus da Ciência, pois ele mesmo foi o autor e gestor de todos os fenômenos naturais? Ou aceitamos que ele criou todos os nossos aminoácidos e proteínas quirais ou continuaremos nas trevas da informação científica, tentando explicar verdades absolutas de forma fantasiosa. Aí, a Ciência deixa de ser Ciência e passa a ser superstição.
Fontes de pesquisa:
Nossa Homoquiralidade – artigo de Michelson Borges
Fármacos e Quiralidade – http://qnesc.sbq.org.br/online/cadernos/03/quiral.pdf
O Fenômeno da Quiralidade – Bases da Estereoquímica, de Ana Paula Paiva (publicado no Boletim da Sociedade Portuguesa de Química) http://www.spq.pt/boletim/docs/boletimSPQ_103_056_09.pdf
Importância Farmacêutica dos Compostos Quirais – http://www.farmacia.ufg.br/revista/_pdf/vol4_1/REF%2008-14.pdf http://www.impacto.org.br/t02006.htm


Ciência e Fé: Nossa Visão de Mundo

Por: Francis Schaeffer
A maneira como agimos em nosso dia-a- dia é resultado de uma “visão de mundo”, e esta visão se baseia no que nós consideramos ser a verdade. O que tem produzido o dilúvio de maldade na história da humanidade é a visão de mundo que diz que toda a realidade é composta somente de matéria. Algumas vezes esta visão é chamada de naturalismo, porque afirma que o sobrenatural não existe. O humanismo que se centraliza somente no homem e faz dele a medida de todas as coisas geralmente é materialista em sua filosofia. Seja qual for o rótulo, esta é a visão de mundo que permeia nossa sociedade hoje. De acordo com esta visão, o universo existe, não porque tenha sido criado por um Deus “sobrenatural”, mas sempre existiu em alguma forma, sendo que a forma atual é apenas o resultado de acontecimentos que ocorreram por acaso há muitos e muitos anos.
Por muito tempo a sociedade no ocidente se baseou no fato de que Deus existe e de que a Bíblia é a verdade. De muitas formas e maneiras esta visão afetou a sociedade. A visão de mundo materialista, naturalista ou humanista sempre teve uma atitude de superioridade em relação ao Cristianismo. Aqueles que sustentam esta visão argumentam que o Cristianismo não é científico, isto é, não pode ser provado, e que pertence apenas ao campo da “fé”. Dizem que o Cristianismo se baseia somente em fé, enquanto o humanismo se baseia em fatos.
Portanto, alguns humanistas agem como se tivessem uma grande vantagem sobre os cristãos. Agem como se o avanço da ciência e da tecnologia e um melhor entendimento da história (através de conceitos como a teoria da evolução) tivessem tornado a idéia de Deus e da criação quase ridícula.
Esta atitude de superioridade, porém, é estranha, porque um dos desenvolvimentos mais marcantes da última metade do século é o crescimento de um profundo pessimismo tanto entre as pessoas mais cultas quanto entre as menos cultas. Os pensadores de nossa sociedade já admitem há um bom tempo agora que não possuem nenhum tipo de resposta. Eles concluíram, entre outras coisas, que a vida não leva para nada e para nenhum lugar, que o homem é apenas parte da natureza, assim como uma pedra, um cacto, ou um camelo. Esta visão é fruto direto da posição humanista de que tudo que existe não passa de matéria ou de alguma forma de energia – tudo que existe sempre existiu e tudo que existe em nosso mundo agora é apenas matéria numa forma mais ou menos  complexa. De acordo com esta visão, homens e mulheres são apenas mais complexos, mas não singulares. São meramente um arranjo diferente de moléculas. Dentro dessa visão de mundo, não há espaço para crer que um ser humano possua no final algum valor  que o distinga de um animal ou de matéria inanimada.
Há, portanto, dois pontos que precisam ser afirmados sobre a visão de mundo humanista.  Primeiro, a atitude de superioridade em relação ao Cristianismo – como se o Cristianismo tivesse todos os problemas e o humanismo todas as respostas – o que está longe de ser verdade. Os humanistas do Iluminismo de dois séculos atrás pensaram que iriam achar todas as respostas, mas à medida que o tempo passou, esta esperança otimista provou-se errônea. Seus próprios descendentes, aqueles que compartilham sua visão de mundo materialista, têm dito mais e mais alto com o decorrer dos anos: “Não há nenhuma solução.”
Em segundo lugar, esta visão de mundo humanista nos tem levado para a atual desvalorização da vida humana – não a tecnologia ou a super-população – embora essas coisas contribuam para isso. E esta mesma visão de mundo não nos tem proporcionado limites para nos impedir de adentrar cada vez mais numa desvalorização ainda pior da vida humana no futuro. É ingênuo pensar que um compromisso sério para “fazer o que é certo” reverterá este quadro no futuro. Sem um conjunto firme de valores que fluem de uma visão de mundo que dê uma razão adequada para o valor singular de cada vida humana, não pode haver nem haverá qualquer resistência substancial à maldade atual, produzida pela visão barata da vida humana que acabamos de considerar. Foi a visão de mundo materialista que produziu a desumanidade; deve haver uma visão de mundo diferente para a fazer cessar.
Um inconformismo emocional sobre aborto, matança infantil, eutanásia, e o abuso do código genético não é suficiente. Para se posicionar contra a presente desvalorização da vida humana, uma porcentagem significante de pessoas dentro de nossa sociedade tem de adotar e viver uma visão de mundo que não apenas espere ou tenha intenção de dar uma base para a dignidade humana. Os movimentos radicais dos anos sessenta estavam certos ao ansiar por um mundo melhor; estavam corretos ao protestar contra a superficialidade e falsidade de nossa sociedade hipócrita. Mas seu radicalismo durou somente o período de adolescência de seus membros. Embora esses movimentos dissessem ser radicais, não possuíam um alicerce adequado. Sua visão de mundo foi incapaz de dar vida às aspirações de seus seguidores. Portanto, protestos não bastam. Ter ideais corretos não basta. Uma alternativa verdadeiramente radical tem de ser achada. Mas onde? E como?
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A marca de um santo não é a perfeição, mas a consagração. Um santo não é um homem sem faltas, mas um homem que se deu sem reservas a Deus.
Bishop Westcott

segunda-feira, 4 de abril de 2011

GÊNESIS 4:17

Como foi que Caim Conseguiu uma esposa?

PROBLEMA: Não havia mulheres com quem Caim se casasse. Havia apenas Adão, Eva (4:1) e seu irmão morto, Abel (4:8). Contudo, a Bíblia diz que Caim casou-se e teve filhos.
SOLUÇÃO: Caim casou-se com uma irmã (ou talvez com uma sobrinha). A Bíblia diz que Adão “teve filhos e filhas” (Gn 5:4). Com efeito, como Adão viveu 930 anos (Gn 5:5), ele teve muito tempo para ter muitos filhos e filhas! Caim pode ter se casado com uma de suas muitas irmãs ou, quem sabe, com uma sobrinha, se quando se casou seus irmãos e irmãs já tivessem filhas crescidas. Nesse caso, obviamente, um de seus irmãos teria se casado com uma irmã.

Como Caim pôde casar-se com ma mulher de seu parentesco, sem cometer incesto?

PROBLEMA: Se Caim casou-se com uma irmã, isso é incesto, o que a Bíblia condena (Lv 18:6). Além disso, casamentos incestuosos com freqüência geram filhos geneticamente defeituosos.
SOLUÇÃO: Em primeiro lugar, não havia imperfeições genéticas no começo da raça humana. Deus criou um homem (Adão) geneticamente perfeito (Gn 1:27). Os defeitos genéticos resultaram da queda e somente ocorreram com o passar de longos períodos de tempo. Em segundo lugar, nos dias de Caim não havia mandamento de Deus para que não se casassem com um parente próximo. Este mandamento (Lv 18) veio milhares de anos depois, nos dias de Moisés (cerca de 1500 a.C). Finalmente, já que a raça humana começou com um casal único (Adão e Eva), Caim não teria com quem se casar, a não ser com alguém de parentesco bem próximo, do sexo feminino (uma irmã ou uma sobrinha)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

GÊNESIS 4:12-13

Por que Caim não sofreu a pena capital (de morte) pelo assassinato que cometeu?

PROBLEMA: No Antigo Testamento, os assassinos recebiam a pena capital pelo seu crime (Gn 9:6; Êx 21:12). Contudo, Caim não somente saiu livre, depois de matar seu irmão, como também foi protegido de qualquer vingança.

SOLUÇÃO: Há várias razões pelas quais Caim não foi executado pelo seu crime capital. Primeiro, Deus não havia estabelecido a pena de morte como instrumento do governo humano. Somente depois da violência ter enchido toda a Terra, nos dias anteriores ao dilúvio, foi que Deus determinou "Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem" (Gn 9:6). Segundo, quem seria o executor de Caim? Ele acabara de matar Abel. A essa altura, apenas Adão tinham restado. Certamente Deus não iria apelar aos pais para que matassem o filho remanescente. Em face disso, Deus, que é soberano sobre a vida e a morte, como somente Ele é (Dt 32:39), pessoalmente comutou a pena de morte de Caim. Entretanto, ao agir assim, Deus demonstrou a gravidade do pecado de Caim e deu-nos a entender que ele era digno de morte, ao declarar: " A voz do sangue do teu irmão clama [por vingança] da terra a mim" (verso 10). Não obstante, até mesmo Caim parece ter reconhecido que ele era merecedor da morte, e pediu proteção a Deus (verso 14). Finalmente, a promessa de Deus para proteger Caim da vigança incluía a pena capital para quem quer que tomasse a vida dele. Dessa forma, o caso de Caim é uma execessão que prova a regra, e que de forma alguma vai de encontro à pena de morte, tal como estabelecida por Deus.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

GÊNESIS 3:8

Como Adão e Eva poderiam sair da presença de Deus, sendo Deus onipresente?

PROBLEMA: a Bíblia diz que Deus está em todo lugar ao mesmo tempo, isto é, que Ele é onipresente (Sl 139:7-10; Jr 23:23). Mas, já que Deus está em toda parte, então como Adão e Eva puderam esconder-se "da presença do Senhor Deus"?
SOLUÇÃO: Este versículo não está abordando a onipresença de Deus, mas está falando de uma vísivel manifestação dele. Deus está em toda parte em sua onipresença, mas Ele se manifesta de tempos em tempos, em certos lugares e por certos meios, tais como uma sarça ardente (Êx 3), fumaça no templo (Is 6), uma coluna de fogo (Êx 13:21) e assim por diante. É nesse sentido restrito que alguém pode sair "da presença de Deus".

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

GÊNESIS 2:19

Como podemos explicar a diferença que há na sequência dos atos da criação em Gênesis 1 e 2?

PROBLEMA: Gênesis 1 declara que os animais foram criados antes do homem, mas em Gênesis 2:19 paraece reverter a ordem, ao dizer: "Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todos os animais do campo..., trouxe-os ao homem, para ver como este lhes chamaria". Isso dá a entender que Adão tinha sido criado antes dos animais.
SOLUÇÃO: Gênesis 1 dá a sequência dos eventos; Gênesis 2 fornece mais informações a respeito deles. O capítulo 2 não contradiz o capítulo 1, porque não afirma exatamente quando foi que Deus criou os animais. Simplismente diz que Ele trouxe os animais (que anteriormente criara) a Adão para que este lhes desse nome. O ponto principal no capítulo 2 é a ação de dar nome aos animais, e não de criá-los. Gênesis 1 delineia, de forma geral, os eventos, e o capítulo 2 nos fornece detalhes. Tomados juntos, os dois capítulos formam um quadro harmonioso e mais completo dos atos da criação. As diferenças, então, podem ser resumidas da seguinte maneira:

GÊNESIS 1                                               
Ordem cronológica                                    
Visão Geral                                               
Criação dos animais                                   

GÊNESIS 2
Ordem de tópicos
Detalhes
Nomeação dos animais

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

GÊNESIS 2:17

Por que Adão morreu no dia em que comeu do fruto proibido, como Deus dissera que aconteceria?

PROBLEMA: Deus disse a Adão, com respeito à árvore probida: "no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gn 2:17). Mas depois que pecou, Adão viveu até a idade de 930 anos. 
SOLUÇÃO: A palavra "dia" (yom) nem sempre significa um dia de 24 horas. "Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem" (Sl 90:4). Assim realmente, Adão morreu dentro de um "dia", neste sentido. Ainda, Adão começou a morrer fisicamente no exato momento em que pecou (Rm 5:12), e ele também morreu espiritualmente naquele preciso instante em que pecou (Ef 2:1). Portanto Adão morreu de diversas formas, cumprindo assim o pronunciamento de Deus (em Gn 2:17).

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

GÊNESIS 2:8

O Jardim do Éden foi um lugar real ou apenas um mito?

PROBLEMA: A Bíblia declara que "plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, na banda do Oriente" (Gn 2:8), mas não há evidência arqueológica de que tal lugar tenha exisitido. Será apenas um mito?
SOLUÇÃO: Em primeiro lugar, não seria de se esperar evidência arqueológia alguma, uma vez que não há indicação de que Adão e Eva tenham feito objetos de cerâmica ou construído edificações duradouras. Em segundo lugar, há uma evidência geográfica do Éden, já que dois dos rios mencionados ainda existem hoje - o Tigre (Hiddekel) eo Eufrates (Gn 2:14). Além disso, a Bíblia até mesmo os localiza na "Assíria" (verso 14), atual Iraque. Finalmente, qualquer evidência que tenha havido do Jardim do Éden (Gn 2-3) foi  provavelmente destruída por Deus por ocasião do dilúvio (Gn 6-9).

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

GÊNESIS 2:1

Como o mundo pôde ser criado em seis dias?

PROBLEMA: A Bíblia diz que Deus criou o mundo em seis dias (Êx 20:11). Mas a ciência moderna declara que isso levou bilhões de anos. As duas posições não podem ser verdadeiras.
SOLUÇÃO: Há basicamente duas maneiras para superar esta dificuldade.
Primeiro, alguns eruditos argumentam que a ciência moderna não está certa. Insistem em dizer aque o universo tem apenas alguns milhares de anos e que Deus criou todas as coisas em seis dias literais (6 dias de 24 horas, ou seja, 144 horas). Para sustentar esta posição, eles apresentam os seguintes pontos:

1 - Cada dia do Gênesis tem "tarde e manhã", o que é próprio do dia de 24 horas na Bílblia.

2 - Os dias foram numerados (primeiro dia, segundo dia, etc.), uma característica peculiar dos dias de 24 horas na Bíblia.

3 - Êxodo 20:11 compara os seis dias da criação com os seis dias de uma semana (literal) de trabalho de 144 horas.

4 - Há evidência científica que suporta uma idade jovem (de milhares de anos) para a Terra.

5 - Não haveria como a vida sobreviver milhões de anos do dia três (Gn 1:1) ao dia quatro (Gn 1:14) sem luz.

Outros eruditos da Bíblia afirmam que o universo pode ter bilhões de anos, sem que com isso se esteja sacrificando um entendimento literal de Gênesis 1 e 2. Argumentam que:

1 - Os dias de Gênesis 1 podem ter tido um período de tempo antes da contagem dos dias (antes de Gênesis 1:3), ou um intervalo de tempo entre os dias. Há intervalos em outras partes da Bíblia (como em Mateus 1:8, onde três gerações são omitidas, em comparação com I Crônicas 3:11-14).

2 - A mesma palavra hebraica para "dia" (yom) é empregada em Gênesis 1 e 2 como um período de tempo maior que 24 horas. Por exemplo, Gênesis 2:4 faz uso desta palavra no sentido do período total da criação de seis dias.

3 - Ás vezes a Bíbçlia emprega a palavra "dia" para longos períodos de tempo: "Um dia é como mil anos" (II Pe 3:8; cf. Sl 90:4).

4 - Há alguns indícios em Gênesis 1 e 2 de que os dias poderiam ser períodos maiores que 24 horas:
a) No terceiro "dia" as árvores cresceram da semente à maturidade, e produziram semente segundo a sua espécie (Gn 1:11-12). Esse processo normalmente leva meses ou anos.
b) No sexto "dia" Adão foi criado, foi dormir, deu nome a todos os (milhares de) animais, procurou por companhia, foi dormir, e Eva foi criada de sua costela. Tudo isso parace exigir um tempo bem maior que 24 horas.
c) A Bíblia diz que Deus "descansou" no sétimo dia (2:2), e que Ele ainda está no seu descanso da criação (Hb 4:4). Assim, o sétimo dia já tem tido uma duração de milhares de anos. Dessa forma, os outros dias bem que poderiam ter tido miulhares de anos também.

5 - Êxodo 20:11 pode esta fazendo simplesmente uma comparação de unidade por unidade dos dias de Gênesis com uma semana de trabalho (de 144 horas), e não uma comparação minuto a minuto.

CONCLUSÃO: Não se demonstra contradição alguma em fatos, entre Gênesis 1 e a ciência. Há apenas um conflito de interpretações. Ou os cientistas de hoje em sua maioria estão errados ao insistirem que o mundo tem bilhões de anos, ou então alguns dos interprétes da Bíblia estão equivocados ao insistirem em dizer que foram apenas 144 horas que durou a criação, ocorrida alguns milhares de anos antes de Cristo, sem intervalos de tempo correspondentes a milhões de anos. Mas em qualquer dos casos, não se trata de uma questão de inspiração das Escrituras, mas de sua interpretação (em realação a dados científicos).

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

GÊNESIS 1:27

Adão e Eva foram pessoas reais, ou apenas um mito?

PROBLEMA: Muitos eruditos modernos consideram os primeiros capítulos de Gênesis como um mito, e não os tomam como históricos. Mas a Bíblia parece apresentar Adão e Eva como pessoas reais, que tiveram filhos, dos quais todo o restante da humanidade proveio.
SOLUÇÃO: Há uma boa evidência para crermos que Adão e Eva tenham sido pessoas reais. Primeiro, Gênesis 1-2 apresenta-os como pessoas reais, e até mesmo narra os importantes acontecimentos de suas vidas (o que é histórico). Segundo, eles tiveram filhos que foram pessoas reais, que também tiveram filhos reais (Gn 4:1; 25; 5:1ss). Terceiro, a mesma frase ("são estas as gerações de") usada para registrar dados históricos posteriores em Gênesis (6:9; 9:12; 10:1,32; 11:10,27; 17:7,9) é empregada com respeito a Adão e Eva (Gn 5:1). Quarto, cronologias posteriores do Antigo Testamento colocam Adão no topo da lista (I Cr 1:1). Quinto, o Novo Testamento põe Adão no início da lista dos antecedentes de Jesus (Lc 3:18). Sexto, Jesus referiu-se a Adão e Eva como os primeiros "macho e fêmea", fazendo da união física deles a base do casamento (Mt 19:4). Sétimo, Romanos declara que a morte literalmente reinou no mundo trazida por um "Adão" literal (Rm 5:14). Oitavo, a comparação entre Adão (o "primeiro Adão) e Cristo (o "último Adão) em I Coríntios 15:45 manifesta que Adão é tomado literalmente como uma pessoa histórica. Nono, a declaração de Paulo de que "primeiro foi formado Adão, depois Eva" (I Tm 2:13) revela que ele fala de uma pessoa real. Décimo, é lógico que teve de haver um primeiro casal real de seres humanos, macho e fêmea, pois, caso contrário, a raça humana não teria como começar a existir. A Bíblia chama esse casal, que de fato existiu, de "Adão e Eva", e não há porque duvidar de sua rela existência.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

GÊNESIS 1:14

Como poderia haver luz antes de o sol ter sido criado?

PROBLEMA: O sol foi criado somente no quarto dia, contudo já havia luz no primeiro dia . 
SOLUÇÃO: O sol não é a única fonte de luz no universo. Além disso, é possível que ele já existisse desde o primeiro dia, tendo somente aparecido ou se feito visível (com a dissipação da neblina) no quarto dia. Vemos a luz num dia nublado, mesmo quando não nos é possível ver o sol.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

GÊNESIS 1:1

Como o universo pode ter tido um "princípio", se a ciência moderna diz que a energia é eterna?

PROBLEMA: De acordo com a Primeira Lei da Termodinâmica: "a energia não pode ser criada, nem destruída". Sendo assim, então, o universo é eterno, já que ele é feito de energia, que é indestrutível. Entretanto, a Bíblia indica que o universo teve um "princípio" e que não existia antes de Deus o ter criado (Gn 1:1). Não é isto uma contradição entre a Bíblia e a ciência?
SOLUÇÃO: Há um conflito de opiniões aqui, mas na realidade não há contradição alguma.A evidência dos fatos indica que o universo não é eterno, mas que realmente teve um princípio, tal como a Bíblia diz. Algumas observações são relevantes para entendermos esta questão.
Em primeiro lugar, a Primeira Lei da Termodinâmica, com frequência, é incorretamente enunciada com a expressão: "a energia não pode ser criada". Entretanto, a ciência baseia-se na observação, e afirmações como esta - que diz que a energia não pode ser criada - não se baseiam na observação (como qualquer afirmação que use "pode" ou "não pode"), mas são afirmações dogmáticas. A Primeira Leia da Termodinâmica deveria ser corretamente enunciada da seguinte maneira: "[Até o ponto que se pode observar] o total de energia presente no universo permanece constante". Ou seja, pelo que se sabe, a quantidade total de energia presente no universo não está diminuindo nem aumentando. Posto dessa forma, a Primeira Lei não faz referência alguma quanto à origem da energia nem quanto ao tempo em que ela está presente no universo. Assim, ela não contradiz a declaração de Gênesis de que Deus criou o universo.
Em segundo lugar, outra lei científica perfetamente aceita é a Segunda Lei da Termodinâmica. Ela afirma que "o total de energia utilizável no universo está diminuindo". De acordo com esta lei, o universo está decaindo. Sua energia está sendo transformada em calor, que não é utilizável. Sendo assim, o universo não é eterno, porque, se o fosse, a sua energia utilizável já se teria esgotado há muito tempo, ou, em outras palavras, se o universo está se desfazendo (tendo sua energia degradada), então houve um tempo em que toda a energia foi feita. Se houvesse uma quantidade infinita de energia, ela não estaria decaindo no universo. Portanto, o universo teve um princípio, tal como Gênesis 1:1 diz.



sexta-feira, 26 de novembro de 2010

PREFÁCIO

Quando os críticos da Bíblia perguntam: "Como você pode crer na Bíblia, estando ela crivada de erros?" o que você responde? Muitos cristãos arremessam isso direto para a fé; apegam-se tenazmente à sua crença, não importando quanto possa haver de evidência em contrário. Entretanto, isso não só contraria as Escrituras como também é uma insensatez. A Bíblia declara: "Portai-vos com sabedoria... para saberdes como deveis responder  a cada um. (Cl 4:5-6). Pedro instou aos crentes: "Santificai a Cristo, como Senhor, em vossos corações, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor." (1 Pe 3:15-16).
De fato, Jesus nos ordenou : "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento." (Mt 22:37). Uma parte deste amor que devemos a Cristo é encontrar respostas para aqueles que questionam a Palavra de Deus. Pois, como disse Salomão: "Ao insensato responde segundo a sua estultícia, para que não seja ele sábio aos seus próprios olhos." (Pv 26:5).
A Bíblia resistiu à crítica dos maiores céticos agnósticos e ateístas por todos esses séculos, e ela pode resistir aos fracos esforços nesse sentido feitos pelos críticos incrédulos de hoje. Contrariamente a muitas outras religiões atuais que apelam a sentimentos místicos ou uma fé cega, o Cristianismo diz: "antes que cases vê o que fazes."
Este é um blog para aqueles que acreditam que devemos pensar acerca do que cremos. Deus não premia a ignorância e nem mesmo recompensa aqueles que se recusam a olhar para a evidência. Pelo contrário, ele condenará aqueles que rejeitam a clara evidência que Ele revelou (Rm 1:18-20). É um blog sobre dificuldades bíblicas, que responde a maioria das questões mais importantes levantadas até hoje com respeito à Bíblia; é um blog de apologética, já que este blog nos ajuda a defender a fé que uma vez foi dada aos santos; é  um blog que funciona como um escrupuloso comentário, por tratar da maioria das passagens difíceis da Bíblia; é um blog que contribuirá para fortalecer sua vida espiritual à medida que você for recebendo respostas a essas questões e aumentando sua fé na Palavra de Deus; é um blog de evangelismo pois, quando você testemunhar de Cristo, as pessoas lhe farão algumas perguntas para as quais talvez você não tenha resposta. Em vez de não mais compartilhar a sua fé em Cristo, por receio de enfrentar questões cujas respostas desconheça, você poderá persistir na evangelização com confiança, tendo um guia à sua disposição, para ajuda-lo a responder toda questão levantada por aqueles que sinceramente estão em busca da verdade.
A minha oração é para que Deus faça uso deste blog para reforçar-lhe a fé e para ajudá-lo a trazer muitas outras pessoas a Cristo. A minha confiança nas Sagradas Escrituras aumentou nesses últimos dias, enquanto examinava com maior profundidade as maravilhas da verdade divina. E tenho a certeza de que a sua confiança também aumentará.